
Um filme de 2014, indicado ao Osca e ganhou o prêmio César de melhor filme estrangeiro, ou seja, uma obra para mexer com a gente. Vamos falar sobre Alabama Monroe!
O filme conta a história de um casal, que desde o primeiro olhar se apaixonam, vamos conhecê-los: Didier, um homem apaixonado pela vida e pela música, um cowboy raiz morando em um trailer. Elise, uma tatuadora também apaixonada pela vida e que tem em seu corpo tatuagens que contam a sua história. Uma mulher forte, cheia de fé, sonhadora, mas bem realista.
O enredo traz uma linha do tempo bem diferente da que estamos acostumades, as costuras feitas entre passado, presente e futuro ao logo da narrativa são belíssimas e nos deixam presos a cada minuto. Uma obra extremamente sensível, mas nada leve que desperta diversos sentimentos em quem assiste, pelo menos em mim, foi assim!
Ao longo da história Elise e Didier têm uma filha e logo em seguida descobrem uma doença muito grave, que acaba causando a morte da mesma. Diante desse fator de estresse, uma crise se instala entre o casal. Com formas diferentes de viver e sentir o luto os dois se questionam sobre a postura do outro e sobre a sua própria vivência. Não só isso, passam a questionar o porquê de estarem juntos, e passam a se machucarem mutuamente. Coisas que antes eram ignoradas ou deixadas de lado, passam agora a ter um peso sobrenatural.
Alabama Monroe é um drama muito bem construído, as fotografias que mudam conforme a intensidade de amor entre os personagens e as músicas cantadas por eles (não se trata de um musical) são usadas também com link entre as narrativas.
O ir e vir do filme, entre tempos diferentes nos permite construir a história daqueles dois amantes, a vivenciar junto com eles as descobertas de casal, a paixão, os medos, os dramas e questionamentos que surgem ao longo da história de vida deles. Aqueles que antes eram só cumplicidade, passam agora a ser dois estranhos em um mesmo lar.
Esse filme traz o amor da forma mais leve e também da forma mais dolorida, perceber o quanto somos capazes de machucar o outro porque não conseguimos respeitar a sua maneira de viver a dor ou simplesmente porque não conseguimos viver a nossa, é angustiante.
Sendo assim é uma história linda, como falei anteriormente nada leve, mas que nos permite falar sobre dor, conjugalidade, parentalidade, luta e luto, mas sobre tudo sobre amor.
Obs: Só assista se estiver bem com a cabeça e coração!